Sono chegando, chuva caindo, céu tingido de um vermelho-roxo-esbranquiçado que ele ama tanto, meu Deus!
Friozinho entrando pela janela aberta no quinto andar e luzes piscando por toda a cidade - que não para, é claro, nem para saborear o espetáculo da chuva.
Para ele, no entanto. O menino sonhador que ora se prostra na janela, a namorar os pingos grossos de água que caem do céu e levam consigo a vontade noturna de ficar acordado.
E ele simplesmente se rende, encantado. Como tem feito muitas vezes, ali, aliás...
Venha, chuva! Leve-o correndo pro reino do sono que sonhando acordado ele já anda vivendo. Vela seu dormir com profundo zelo e faz valer a pena o dia novinho que agora começa a vibrar em suas primeiras aveludadas e adormecidas horas.
Venha, chuva! Que o menino prepara as malas e já vai embora...

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